sexta-feira, 23 de novembro de 2012

3 dicas do que fazer nos minutos finais do expediente


relógio

O que você faz no fim do expediente pode ser essencial para ter sucesso na próxima jornada de trabalho. EXAME.com conversou com o especialista em gestão de tempo, Fernando Serra, para saber como administrar melhor esses minutos finais no escritório.

Confira três dicas do que fazer no fim do expediente de hoje para começar o próximo dia de maneira mais planejada, organizada e eficiente.
1 Revise o que produziu hoje
Enquanto começa a relaxar, a primeira dica é fazer um check list das tarefas que você realizou no dia. “É importante ir baixando o ritmo. Enquanto isso, veja o que já fez e o que ainda não conseguiu terminar”, diz. Repassar os pontos principais das atividades pode dar um panorama da sua produtividade no escritório. 
Se o dia se arrastou e você não conseguiu cumprir tudo a que se propôs talvez seja hora de rever alguns pontos, de acordo com Serra. “A falta de uma política adequada para usar as redes sociais, smartphones e e-mails acaba por atrapalhar o profissional no dia a dia”, diz. 
Separar momentos específicos para estas atividades pode ser uma maneira de manter a produtividade em alta. E ainda fazer sobrar tempo para checar o Facebook.
2 Organize a agenda do próximo dia
Mesmo se você não é o gestor, é certo que consegue ter algum controle das tarefas e compromissos para o dia seguinte. Não deixe para pensar nisso antes de ir dormir.
O ideal é se antecipar para evitar que seus momentos de descanso sejam interrompidos por preocupações com as atividades da sua próxima jornada no escritório. “Planejar isso já no fim do expediente evita a ansiedade e o descontrole”.
Com base no que produziu hoje, é possível saber o que ficou para amanhã e o que já pode ser riscado da lista. Também verifique se há alguma reunião ou entrega de relatórios agendada.
“É importante não só colocar na agenda as tarefas de trabalho como também as da vida pessoal”, diz Serra. Jantares, ida ao cinema, reuniões de família entram na programação. Assim você consegue ter uma ideia da maneira como vai administrar o seu tempo para dar conta de tudo.
3 Defina prioridades
Elencar o que é mais importante é a dica de ouro, na opinião do especialista. “É importante que as pessoas entendam suas prioridades porque isso vai diminuir bastante o stress”, diz Serra.
Ele recomenda anotar 3 ou 4 tarefas ou atividades que sejam prioritárias. “A minha maneira de fazer isso é anotar em um bloco de papel que levo no bolso o que é mais importante para o dia seguinte”, diz Serra. Conseguir cumprir pelo menos aquilo que você considera prioridade vai, sem dúvida, fazer com que você se sinta mais produtivo.
(Via exame.com)

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Quem nós somos? Onde queremos chegar?



Mas por que será que é importante sabermos mais sobre nós? Diz o ditado popular que“se não sabemos para onde queremos ir ou ser, qualquer caminho serve”. Mas quem já não pegou caminhos que nos levasse a lugares que são o oposto do que tínhamos imaginado?
Quem já não ouviu dos pais a clássica pergunta: “O que você quer ser quando crescer?”E o que nossa imaginação criava neste momento? Gente grande com diploma de medico, arquiteto, músico, dono de comercio e por ai afora. Mas, junto destas projeções, surgiam também sonhos de uma casa, carros, filhos, viagens, restaurantes, bons equipamentos eletrônicos, eletrodomésticos, entre outros sonhos.
Notem que nos perguntavam o que você quer “ser” e não o que você quer “ter”. Para os que tinham uma visão clara e objetiva do seu projeto de vida, a imaginação virou realidade. Já os que não tinham… se encaixam direitinho nos quadrinhos da Mafalda.
Mas qual é fórmula para ter claro qual é seu propósito? Saber aonde quer chegar? Algumas dicas são:

  • Tirar todos os sonhos da cabeça ou gaveta e colocá-los no papel;
  • Saber exatamente qual é o teu rendimento líquido;
  • Adotar a norma: primeiro o dinheiro entra, depois sai;
  • Na hora da compra: Eu quero? Eu preciso? Eu posso?;
  • Comprar à vista, com desconto;
  • Planejar as compras do mês;
  • Fazer revisões periódicas do programado;
  • Fazer as reservas necessárias (poupança) e, então, ter paciência e perseverança para obter, com o tempo planejado, o que necessita/deseja;
  • Atenção não só nas grandes contas do mês, mas principalmente, nas pequenas (os cafezinhos, por exemplo), pois são essas que acabam minando os nossos sonhos.

Com certeza, este processo lhe dará uma nova visão sobre o valor do seu tempo de vida e que, estar saudável, bem-sucedido, satisfeito consigo mesmo, significa qualidade no jeito de trabalhar, ter mais tempo ao lado da família e amigos, passear, namorar, meditar, praticar esportes etc.
Bem, quem sabe, com essas reflexões, possamos, ao contrario da Mafalda, relaxarmos diante da TV, desfrutando dos programas que gostamos, por sabermos o que queremos e quem somos nós.
(Via Dinheirama.com)

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

8 maneiras de ser produtivo até nos piores dias



Depois de um longo dia de trabalho é difícil encontrar motivação para fazer outras tarefas necessárias, como ir para a faculdade, fazer compras, limpar o quarto ou completar lições de casa, com leituras e exercícios. Esses deveres, entretanto, são necessários, pois ninguém será encarregado de obrigações que pertencem apenas a você.
A seguir veja oito dicas que vão ajudar você a encontrar motivação para ser produtivo mesmo quando estiver cansado:



jovem emprego trabalho


Se você chegar em casa e não se concentrar logo naquilo que precisa fazer, dificilmente conseguirá encontrar forças para fazer isso depois. Adiar tarefas quando você está cansado é uma grande armadilha. O cansaço não vai passar, apenas o tempo, e você ficará cada vez mais atrasado naquilo que deve fazer.
2. Vá para outro lugar
É muito provável que sua cama e sofá sejam tentações fortes demais para resistir. Evite esse problema e vá direto para outro local, como uma biblioteca ou sala de estudos, por exemplo. Você também deve evitar usar computadores que possuam acesso liberado para redes sociais.
3. A regra dos dez minutos
Seja lá o que você precisa fazer, um projeto ou trabalho, aplique a regra dos dez minutos mínimos. Se suas tarefas forem levar bem mais que dez minutos, aumente o tempo mínimo de permanência em cada uma.
4. Escolha os trabalhos certos 
Dentro daquilo que estiver sob seu controle, procure fazer projetos que realmente tenha a ver com você, seus objetivos e propósitos. Dessa forma você estará naturalmente motivado para completar o que necessita, mesmo quando o cansaço for muito grande.
5. Se exercite
Os exercícios físicos podem ser um dos maiores aliados na hora de espantar o estresse e fadiga. Fazer 30 minutos de atividade podem aumentar sua energia e disposição para aquilo que precisa fazer.
6. Tenha um cronograma
Saiba exatamente tudo o que você precisa saber, passo a passo. Ter esse controle é algo necessário para manter a disciplina quando se está cansado.
7. Levante-se mais cedo
Você também pode mudar a rotina. Ao invés de fazer as tarefas depois do trabalho, pode acordar mais cedo para completá-los.
8. Cuidado com o perfeccionismo
Não exija de si o mesmo rendimento que teria se estivesse descansado e sem sono. Isso jamais vai acontecer, nem que você consuma litros e mais litros de café. Se perceber que não há como trabalhar mais, durma pelo menos 15 minutos. Um cochilo rápido pode ajudar você a recuperar a concentração.

(Via infomoney.com)

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Planejamento Pessoal - E agora, para onde vou?



Alguma vez você já sentiu que sua vida, tanto pessoal quanto profissional, estava parada? Sem novidades, expectativas ou desafios? Pois bem, já me senti assim algumas vezes, e descobri que o que faltava para mim era um objetivo.

Uma das matérias mais importantes no mundo corporativo é o planejamento estratégico. E no planejamento estratégico tudo começa e termina a fim de alcançar um objetivo. Em nossa vida não é diferente, aliás, muitos conceitos e estratégias utilizadas por grandes empresas se adéquam muito bem a nossa vida.
Levantar a cada manhã sabendo o que fazer, e focando o destino ao qual quer chegar, ajuda muito a encurtar o caminho do sucesso. Muitas vezes passamos dias, semanas e meses fazendo coisas rotineiras e deixando a água rolar para ver o que dar. Assim como na música do Zeca Pagodinho, deixar a vida te levar pode dar certo, mas não custa nada dar uma ajudinha ao destino!
Tenha sempre na mente aonde quer chegar profissionalmente, na vida amorosa, que tipo de pessoa quer ser para os amigos e familiares. Trace o caminho que te levará até lá, comece a caminhar e tenha paciência, pois só conseguirá quando percorrer o caminho todo.
Dica: Coloque no papel todos seu objetivos, e embaixo de cada um coloque o que é necessário fazer para atingi-lo. Revise-o todo dia, veja o que está dando certo e que não está. Persista no plano e seja perseverante.
(Via @Administradores)

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Vale a pena, realmente, fazer listas de tarefas no trabalho?



O hábito de colocar a vida em listas pode até ser mais coerente com a cultura do lado norte do continente, mas, acredite se quiser, segundo pesquisa recente, os brasileiros são os que mais administram o tempo no expediente em listas.

Segundo o levantamento divulgado por uma rede social, 73% dos profissionais que atuam no país se valem deste método para tornar a rotina de trabalho mais organizada. Mas até que ponto fazer listas de tarefas diárias pode tornar você, realmente, mais produtivo?
“É importante diferenciar a ferramenta do método. Não é porque faço uma lista de tarefa, que sou mais produtivo. A lista é uma ferramenta, como o lápis também é”, afirma Christian Barbosa, da consultoria de gestão de tempo Triad.
E ter um lápis, definitivamente, não faz de você um escritor. Da mesma forma que “fazer lista não é planejar”, diz o especialista. O problema, segundo ele, é que a maioria dos brasileiros utilizam mal o recurso.
Confira os erros mais comuns:
1 A lista foca apenas no dia seguinte
Principal deslize na hora de colocar a vida profissional em listas? Organizar apenas com foco no curto prazo. “As pessoas listam o que têm que fazer apenas no dia seguinte”, diz Barbosa. “Você só pensa hoje ou no amanhã. Com isso, não consegue se antecipar em nada”.
Como ser mais eficiente? Planeje, no mínimo, os próximos três dias de trabalho. Dividir suas tarefas num prazo de tempo mais longo permite uma agenda mais flexível e sujeita aos imprevistos típicos do seu trabalho.
2 A lista é extensa demais
Com base no comportamento dos usuários do aplicativo Neotriad, desenvolvido pela companhia que preside, Barbosa afirma que os brasileiros exageram na dose de tarefas diárias. “O brasileiro pensa que é super-homem e ‘acha’ que dá para fazer a tarefa. Já o americano ‘faz’ o que dá”, diz. “Neste ponto, o brasileiro é inconsequente”.
Como ser mais eficiente? Não atole sua agenda de tarefas diárias. Ao contrário. Abra espaço para imprevistos. Se você trabalha oito horas por dia, por exemplo, comprometa apenas de quatro a cinco horas.
3 A lista é subestimada
Por outro lado, apesar de se valer de listas ao longo do expediente, muitos mantém também o hábito de abandoná-la conforme as horas se passam. “A lista é até feita, mas não é acompanhada”, diz o especialista. Então, por que fazer?
Como ser mais eficiente? Se você seguiu os outros itens (ou seja, planejou até três dias e liberou espaço para o imponderável) terá condições de sobra para, ao longo do dia, ampliar e revisar sua lista de afazeres.
4 A lista não muda ao longo do dia
E, neste ponto, caímos em outro erro sério de quem usa listas de um jeito, digamos, pouco eficiente: mantê-la intacta durante todo expediente. Sem mudanças – e não estamos falando de riscar as tarefas já feitas. "Os usuários americanos do Neotriad costumam mudar a lista ao longo do dia, reforçando as tarefas planejadas ou adicionando outras”, diz.
Como ser mais eficiente? Anote todas as tarefas que você precisa fazer ao longo do dia – mesmo as imprevistas.
5 A lista não é o único recurso
“Tem gente que usa post-it, envia e-mail para si próprio e ainda faz a lista. Ou seja, a lista é apenas parte dos afazeres”, afirma o especialista. O problema com esta prática? Além da desorganização típica, você nunca terá uma visão do todo.
Como ser mais eficiente? Se seu método preferido é fazer listas. Siga apenas este recurso e ponto. E em um único lugar. Nada de usar o Google Tarefas, a agenda convencional e outros aplicativos para anotar suas tarefas. “Para funcionar, tem que ter uma central”, diz Barbosa.
(Via exame.com)

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Que bom que é HOJE. Já pensou nisso?



Acho que a frase “a boca fala do que o coração está cheio” faz sentido em muitas situações. Digo isso, pois tenho percebido há algum tempo um movimento nas redes sociais do “Graças a Deus hoje é sexta!”. Tantas postagens e simpatizantes dessa citação levaram-me a pensar no sentido dos nossos dias.
Atrás dessa frase simples existem alguns sinais interessantes que demonstram o modo como vive muita gente, principalmente os jovens. Aspectos que podem ser discutidos e servirem de gatilho para uma melhoria pessoal.
Vamos a alguns pontos: o que leva uma pessoa a ficar ansiosa pela sexta-feira? Relaxar, é claro! Algo que é muito bom e merecido. Após uma semana de trabalho e estudo querermos e precisamos ficar com a família ou amigos, recarregar a bateria e colocar a vida em ordem.
Mas será que é isso mesmo para muitas pessoas? Acho que existem mais motivos implícitos detrás dessa necessidade do final de semana e esse foi o motivo da minha inquietação. Uma razão da euforia pelo final de semana pode ser o fato de que muita gente vive no automático, não gosta do seu trabalho, o nível de estresse é alto em seus dias úteis.
A sexta-feira é vista como um “oásis no deserto”. O perigo é quando esse oásis oferece bebida alcoólica, relações pessoais vazias, endividamento, paixões fast e riscos ao volante. Estou errado? Acho que infelizmente não…
O nível de descontentamento pessoal anda em alta e o que resta para muitos são esses comportamentos de risco. Tem gente vivendo o ciclo “dias úteis estressantes, final de semana empobrecido, segunda-feira entediada e ‘vamos esperar a sexta de novo!’”. Conhece alguém assim?
A expectativa de vida aumentou e quais as perspectivas para o futuro? Será que o imediatismo cotidiano provocou a cegueira sobre o que faz valer a pena? Até quando continuaremos vendo pessoas passivas diante da própria vida, onde só o que vale a pena é o final de semana regado a ilusões e empobrecimento?
Posso estar sendo rigorosa demais, mas a inércia que vejo todos os dias ao vivo, pela Internet e na TV, me incomoda bastante. É preciso colocar um sentido mais nobre em cada dia vivido e deixar a estupidez humana para traz. Isso é possível, pois também presencio muita gente boa construindo dias melhores. Precisamos aprender a olhar para o longo prazo e, para isso, viver o hoje com boa qualidade é o caminho.
Vamos procurar celebrar o “Que bom que é Hoje!”, espalhar por aí sorrisos e gentilezas. Ir ao encontro dos nossos sonhos, alinhar sentimentos e ações. O resultado? Saúde física, psicológica, espiritual e financeira. Com certeza essa paz conquistada lhe trará finais de semana que realmente valerão a pena!
Ótima semana a todos!

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Se o seu perfil no Facebook fosse um currículo, você seria contratado?


O LinkedIn pode ser o site de rede social para contatos profissionais e para quem busca novas oportunidades de emprego, mas é no Facebook que os recrutadores estão de olho. Esse é o resultado apresentado por uma recente pesquisa divulgada nos Estados Unidos. Facebook e Twitter são os preferidos dos recrutadores americanos.
Mas e no Brasil, será que essa situação é também uma realidade? O que os recrutadores buscam em nossos perfis? O que eles querem saber? Corremos algum risco com o que dizemos ou com as fotos em nossos álbuns? Será que alguém já foi eliminado de uma seleção porque o recrutador não gostou do que viu no perfil da pessoa?
Site Linkedin (Foto: Site Linkedin)Site LinkedIn (Foto: Reprodução)










A pesquisa americana publicada pelo site "Mashable", no início do mês de outubro, mostra o Facebook como ferramenta usada por mais de 50% dos recrutadores entrevistados naquele país. Ao mesmo tempo, o Twitter ganhou alguns pontos na preferência, chegando a até 34%, um crescimento de quase 10% em relação ao ano passado. Já o LinkedIn, caiu de 38%, um ano atrás, para 30% esse ano.
No Brasil, o LinkedIn vem demonstrando enorme crescimento e hoje tem mais de 10 milhões de usuários cadastrados. Mas ele ainda não é tão carismático e conhecido quanto o Facebook. E uma das razões é que o LinkedIn chegou aqui primeiro em Inglês, além do fato de que não era uma plataforma muito simples e amigável para a finalidade a que se destina. Somente há pouco tempo, usuários e empresas começaram a perceber o potencial da rede para conexões profissionais e recrutamentos.
Mas se o Brasil repetir a situação americana com os recrutadores, o que eles devem estar buscando em nossos perfis? Eles querem mais, querem mais do que os dados que você colocou no currículo: informações frias, frases prontas, datas, referências, cursos e habilidades. No Facebook, um recrutador pode perceber suas preferências pelas páginas que você curtiu, pode saber os lugares que você frequenta pelos “check-ins” que você dá a todo instante, pode ver as cidades que você visitou, os seus amigos e a sua família através das fotos e, claro, ele quer saber o que você diz na rede, quais são as suas opiniões, sobre o que você costuma falar e interagir com seus amigos no site. E talvez seja essa a parte mais delicada dos resultados que encontrarão na busca que podem fazer em nossos perfis.
Mas será que eu poderia ser eliminado de um processo seletivo em uma empresa porque o recrutador não gostou dos meus amigos? Ou das páginas que eu curti? Ou dos lugares que visitei? Não, obviamente que não. Mas o que você faz junto com os seus amigos, talvez. Ele também pode deduzir que você tem uma opinião contrária ao que ele julga ser a cultura da empresa contratante por conta das páginas que você curte. Tudo isso pode parecer exagero ou, em alguns casos, soar como preconceito, mas somos nós mesmos que alimentamos a possibilidade de eles nos espionarem, somos nós que compartilhamos essas informações. O que os recrutadores vão fazer com ela? Só eles sabem. E como você poderia saber que foi um texto, uma opinião ou uma foto no perfil que tirou você da seleção? Eles não vão contar para você.
Imagine a situação: você está participando de um processo seletivo para uma vaga em uma empresa de telecomunicações, uma dessas operadoras dos nossos celulares, por exemplo. A vaga é na operadora da qual você é cliente. Depois de analisar seu currículo, o recrutador parte para a Internet e joga seu nome no Google. A primeira coisa que ele vê é seu perfil no Facebook. Claro, ele não vai perder a oportunidade de dar uma espiadinha. Lendo suas publicações, ele descobre que você costuma falar mal da sua operadora de celular, aquela na qual você está concorrendo a uma vaga. E agora? Se ele eliminar você do processo, qual seria a justificativa? Seria prudente e inteligente da parte dele convidar você para, na próxima etapa da seleção, a entrevista, questioná-lo sobre as razões pelas quais você publicou coisas negativas a respeito da operadora em um site de rede social? Bem, mas se o perfil é seu, você tem direito a liberdade de expressão, não gosta mesmo do serviço e quer mostrar para os seus amigos que não recomenda a operadora. Qual o problema em dizer o que pensa, em colocar suas opiniões sobre um produto do qual você também é cliente? Sim, o mundo ideal seria que ele o convidasse e que vocês se entendessem colocando seu ponto de vista e, quem sabe, até sendo contratado porque você é uma pessoa de personalidade, atitude e diz o que pensa.
Agora, imagine que você é um estudante de Jornalismo e está concorrendo a uma vaga de estágio no maior jornal da sua cidade. O recrutador dessa vaga vai ter a mesma atitude que o do exemplo anterior e encontrar seu perfil no Facebook também. Mas além do perfil nesse site de rede social, você tem um blog atualizado com frequência onde costuma fazer comentários pertinentes sobre atualidades. E no seu perfil no Facebook você sempre faz uma chamada para seus novos textos no blog. O que pensará esse recrutador que busca um estagiário de Jornalismo?
Facebook ajuda recrutadores em seleção de candidatosFacebook ajuda recrutadores em seleção de candidatos (Foto: Reprodução)










A questão aqui não é o que está certo ou errado publicar, nem se você deve somente falar bem de tudo e nunca criticar, ou ainda restringir-se. Tampouco estou falando apenas de preconceito, opiniões superficiais ou erros e acertos dos recrutadores. Assim como eles, qualquer pessoa, mesmo não sendo um recrutador, pode tirar conclusões precipitadas sobre nós a partir do que vê em nossos perfis em sites de redes sociais e na Internet. Partindo do resultado da pesquisa americana que citei no início, será que os recrutadores brasileiros usariam da melhor maneira as conclusões tiradas a partir daquilo que somos ou parecemos ser na Internet? Seria justo ser julgado pelo que dizemos em espaços como esses? Mas e nós, o que nós temos compartilhado? O que esse conteúdo diz sobre nós?
De alguma forma, tudo que publicamos, nossas opiniões, nossas fotos, os lugares, as páginas, os eventos, todos eles formam um conjunto do que somos dentro e fora da Internet. Por isso, pode haver tanto interesse das empresas que estão contratando em usar essas ferramentas, como os sites de redes sociais para saber com antecedência um pouco mais sobre os candidatos. Por um lado, ganham tempo, podendo selecionar melhor para as próximas etapas aqueles que julgam dentro do perfil das vagas. Por outro, esse peso parece nos jogar uma obrigação para estarmos sempre atentos a tudo que fazemos e dizemos na Internet, já que podemos estar sendo analisados.
Esse é um caminho sem volta. Todos, ou quase todos, estamos de alguma forma na Internet. Dentro ou fora das redes sociais, em blogs, vídeos, fotos de amigos, enfim, em todo lugar na rede pode existir um pedaço de nós. Você sabe por onde estão espalhadas suas partes e o que elas dizem sobre você? Se elas estão por aí, podem ser vistas, acessadas, comentadas e compartilhadas por todas as pessoas, sejam recrutadores ou amigos de amigos e conhecidos. O fato de um recrutador fazer esse tipo de busca na Internet nos dias de hoje é somente consequência do risco que assumimos quando começamos a criar nossas identidades online. Trocamos as facilidades de vermos e sermos vistos na grande rede mundial de computadores por riscos às vezes até desconhecidos. Mas é esse o jogo, você deve escolher de que forma vai jogar.
(Via Tech Tudo)